Crise de saúde mental antecedeu desacato que levou PM a perder graduação
Crise de saúde mental antecedeu desacato que levou PM a perder graduação — publicada por Campo Grande News. Confira a integra na fonte original.

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Pedido de socorro feito pela esposa de um policial militar diante do risco de ele tirar a própria vida terminou em abordagem, prisão e condenação por desacato e resistência em 2022. É o que relata ao Campo Grande News o segundo-sargento que teve, nesta quinta-feira (24), a graduação cassada por unanimidade pela 2ª Câmara Criminal do TJMS (Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul). O militar relatou que atravessava uma crise de saúde mental naquele dia, relacionada a dificuldades familiares e sucessivas transferências de unidade, entre outros problemas. Ele afirma que estava em tratamento psiquiátrico, com afastamento do serviço por mais de 30 dias. Na ocasião, ao perceber o risco de suicídio, a esposa dele, também policial militar, teria retirado a arma do marido e pedido ajuda à corporação. O PM afirma que estava de folga e desarmado quando foi localizado por uma equipe na saída de um supermercado, onde havia comprado uma substância tóxica. Durante a abordagem, conforme sua versão, tentou se afastar dos policiais e ofendeu superiores para que eles fossem embora. Ao receber voz de prisão, avançou na direção de um militar porque acreditava que poderia ser baleado. Após ser colocado na viatura, o sargento diz que ingeriu a substância e que precisou de atendimento médico. Ele conta que permaneceu internado por mais de três semanas em uma clínica psiquiátrica. A defesa sustenta que o estado de saúde do policial deveria ter recebido maior atenção durante a abordagem e no processo criminal. “Eu queria morrer”, disse à reportagem. Para ele, o episódio que resultou na condenação não pode ser compreendido sem considerar o sofrimento psíquico que vivia naquele dia. O policial também afirma que documentos médicos e declarações de colegas foram apresentados em sua defesa. Esses do
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